sábado, 1 de agosto de 2009

Sonhos

Faz hoje exactamente 5 anos que comecei a minha vida de trabalhadora. Foi exactamente no dia de hoje no ano de 2004 que a minha mãe deixou de me pagar a renda e a maior parte da minha comida e a pouca roupa que eu compro por ano. Um dia repleto de nervos, após o qual já se seguiram uns quantos mais dramáticos mas ainda assim o primeiro dia que é sempre um dia de nervos. O primeiro emprego pós curso superior no único sítio para onde alterei a carta proformada que mandei para todo o lado, o primeiro emprego que me abriu os olhos para as condições do segundo e actual (apesar de noutra localização), o primeiro emprego que me fez consultar o código do trabalho que afinal não utilizei pois o despedimento acompanhado de indemnização deram muito mais jeito na transição para o segundo emprego. 5 anos de trabalho e poucos desvarios monetários que me fazem chegar a uma simples mas triste conclusão.
P
Nunca vou ser proprietária de uma casa.
P
À muito que sonho ter a minha casa. Mais do que casar ou viajar, quase no mesmo patamar de ter um filho, sonho ter a minha casa. Mas da maneira como as coisas estão após estes 5 anos ou me calha o euromilhões ou vou passar a vida em quartos alugados (que apartamentos sozinha também estão a milhas de distância). Poupanças que não chegam sequer para fazer rir, uns pais que só em sacrificios são os meus idolos mas que mal têm que chegue para eles e para a minha irmã quanto mais para mim e os preços exorbitantes que se praticam em Coimbra deixam-me a sós com esta noção. Logo eu que adoro pensar nisso (bem mais que num vestido branco). Como seriam as cortinas e os tapetes e os pouquissimos móveis, e os jantares fabulásticos que eu iria dar com o adorado faqueiro que a minha mãe tão querida (e com dificuldades) me deu no natal e no aniversário. Eu que nem preciso de estores que se fechem sozinhos ou aspiração central ou coisas dessas xpto que se exigem por estes dias. Eu que nem quero muito espaço, um T1 jeitoso ou um T2 mais pequeno com uma cozinha decente, uns 100m quadrados fariam a minha felicidade...
Por esta hora estaria a sair do meu primeiro dia de trabalho, longe de imaginar que apesar dele não iria ter uma casa em meu nome.


beijo
busycat

Partilhar. (????)

Quando penso em escrever um post e só me surgem os pensamentos deprimentes que costumam povoar a minha mente, desligo o pc.
Há pensamentos que não vale a pena partilhar...
(tipo este)
beijo
busycat

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Mais domingos destes

Céu azul, a lua à distância de um papagaio de papel e um escaldinho de lembrança para trazer para casa.

beijo
busycat

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Momento fofinho do dia

(pela sra que distribui o correio)

Oh menina 2º nome conhece uma 1º e último nome?
Sou eu!
A menina?
Sim, quer ver (no cartão de identificação) 1º, 2º e último nome.
Ah! Não fazia ideia.

:)
beijo
busycat

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Celebration

A dieta acabou e para comemorar nada melhor que bacalhau de cebolada com puré no forno.
A O. esta cá e também gostou.
beijo
busycat

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Acima de tudo intolerante

Sou completamente intolerante no que toca a planos falhados. Acho que sou a pessoa com a maior percentagem de planos que não se concluíram na história da humanidade (se calhar ainda bem, sabe-se lá que merdas poderiam acontecer se se realizassem as coisas que penso fazer). Desde cafés nunca tomados a saídas nunca efectivadas há muitos. Consequentemente faço planos para mim e pouco mais e assim quando falham a culpa é só minha e logo se arranja uma nova data. É por isto que é bom quando uma saída previsivelmente má se transforma numa agradável surpresa!
Este sábado foi um destes dias, à partida a viagem a Lisboa assemelhava-se a mais um daqueles dias abominaveis na alameda e transformou-se numa das tardes mais encantadoras alguma vez por mim gozada em tal cidade. Desde Cristo Rei a Mosteiro do Jerónimos, de Pasteis de Belem na origem a jantar na Portugália passando por 7 meios de transporte diferentes (carro (até Alameda), comboio (Areeiro-Pragal), táxi (Pragal-Cristo Rei), autocarro (Cristo Rei-Cacilhas), barco (Cacilhas-Cais do Sodré), eléctrico (Cais do Sodré-Belém), comboio (Belém-Cais do Sodré), metro (Cais do Sodré-Alameda)) de e para cada um destes lugares, para acabar a noite na disco depois de uma partidinha de bowling já em casa, tarde o suficiente para passar na padaria a comprar pão fresco.
beijo
busycat
Aqui fica o pedido de desculpas por todos os impropérios que me passaram pela cabeça quando me vi obrigada a acompanhar os meus pais nesta demanda. Obrigada a eles.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Ainda não

Há quase uma semana que não durmo coisa que se veja, ou sono descansado, ou o que seja. Não ando bem e por isso também não tenho escrito. Quando não durmo (o pouco que preciso) não me reconheço ou melhor fico de tal modo deprimida que me vejo como não gosto de me ver: como sou. Exacerbam-se as minhas capacidades anti-sociais para bem dos convivas obrigatórios (como colegas de casa e de trabalho), ao aliar uma dieta semi restritiva a uma semana sem dormir e sou quase insuportável... Quando não estou bem não consigo estar bem para ninguém. Nesse aspecto sou extremamente egoísta mas não consigo ser diferente. Acabo sempre por precisar do isolamento que tento minimizar quando estou bem. Por outro lado fico muito mais sensível nas minhas carências afectivas ao ponto de dar o que preciso e precisar de muito mais que o habitual (que costuma ser nada).
E porque não gosto de estar/ser assim vou continuar a não escrever. Por pouco tempo espero.
beijo
busycat